Repressão violenta da Polícia não evita paralisação na Stola de Belo Horizonte

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Uma manifestação da Campanha Salarial Unificada 2013, convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem na tarde de ontem (04),  na portaria da Stola do Brasil de Belo Horizonte, foi reprimida com tremenda violência pela Policia Militar. Essa absurda ação policial não conseguiu evitar que a produção desta importante fornecedora da Fiat Automóveis, parasse por mais de duas horas.

Uma diretora do nosso Sindicato e vários militantes foram covardemente agredidos pelos fardados. A ação selvagem da PM não foi suficiente para intimidar os dirigentes sindicais. Os trabalhadores vaiaram a atitude da polícia e permaneceram fora da fábrica durante toda a realização da assembleia.

A polícia vem tratando os sindicalistas e metalúrgicos  mineiros como bandidos nesta campanha salarial. Os verdadeiros bandidos agradecem, pois enquanto mais de 15 viaturas e uns 50 efetivos da PM ficam de “plantão” nas portarias das fábricas para reprimir nossas atividades, o caminho fica livre nos bairros para eles assaltarem “à vontade” a população honesta da cidade.

O ato também contou com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e sindicatos do interior do Estado.

Impasse

A negociação da campanha salarial dos metalúrgicos de Minas Gerais chegou a um impasse pois, os patrões do setor, além de terem apresentado até agora uma única proposta de reajuste salarial de 5,9%, que está muito distante da reivindicação dos trabalhadores, ainda querem impor a implementação do banco de horas na categoria, como condição para melhorar a proposta.

Os trabalhadores não aceitam essa chantagem. Em assembleia realizada na sede do Sindicato de BH/Contagem na semana passada, os metalúrgicos rejeitaram por ampla maioria o banco de horas e aprovaram o Estado de Greve. O clima de indignação nas fábricas cresce e já começam a pipocar paralisações e greves em empresas da região metropolitana e interior do Estado.

Mediação da SRT

Na próxima quinta-feira (07), está marcada uma reunião de mediação entre as partes na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), para tentar superar o impasse, mas diante da arrogância e intransigência mostrada pelos patrões até agora, não há muita expectativa de que haja avanço.

Mais de 250 mil metalúrgicos em todo o Estado estão há mais de três meses a espera de uma proposta decente que reflita o crescimento das empresas do setor e que valorize os trabalhadores.

Categorias como bancários, trabalhadores dos Correios, metalúrgicos da Bahia e São Paulo, entre outros conquistaram entre 8% a 10% de reajuste salarial. Enquanto isso, a FIEMG propõe aos metalúrgicos mineiros um reajuste salarial de apenas 5,9% e ainda com banco de horas. Uma vergonha!

 

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