ADOECIMENTO MENTAL NO TRABALHO: CAUSAS CRESCEM E ACENDEM ALERTA SOBRE SAÚDE DOS TRABALHADORES

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O adoecimento mental no ambiente de trabalho tem se tornado uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Transtornos como ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de burnout atingem milhões de trabalhadores, impactando não apenas a qualidade de vida, mas também a produtividade e as relações sociais.

De acordo com especialistas em saúde do trabalhador, a intensificação do ritmo de trabalho, a pressão por metas cada vez mais altas e a insegurança no emprego estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento dos casos.

Principais causas do adoecimento mental no trabalho

Entre os fatores mais recorrentes apontados por estudos e profissionais da área estão:

Sobrecarga de trabalho

Jornadas extensas, acúmulo de funções e falta de pausas adequadas geram cansaço físico e emocional, favorecendo o estresse constante.
Pressão por resultados

Metas inalcançáveis, cobranças excessivas e clima de competição provocam ansiedade e sensação permanente de fracasso.
Assédio moral

Humilhações, ameaças, desrespeito e constrangimentos no ambiente de trabalho afetam diretamente a saúde psicológica dos trabalhadores.

Falta de reconhecimento

A ausência de valorização profissional e salarial desmotiva e contribui para quadros de depressão.

Ambiente organizacional tóxico

Falta de diálogo, autoritarismo e insegurança sobre o futuro da empresa criam um clima de tensão contínua.

Consequências para trabalhadores e empresas

O adoecimento mental pode levar ao afastamento do trabalho, queda de rendimento, problemas familiares e, em casos mais graves, ao suicídio. Para as empresas, os impactos incluem aumento do absenteísmo, rotatividade de funcionários e prejuízos financeiros.

Segundo dados da Previdência Social, os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento por auxílio-doença no país.

Como prevenir o adoecimento mental no trabalho

Especialistas defendem que a prevenção passa tanto por mudanças organizacionais quanto por cuidados individuais.

Entre as principais medidas estão:

• Respeito à jornada de trabalho e aos períodos de descanso
• Metas realistas e diálogo constante com os trabalhadores
• Combate rigoroso ao assédio moral
• Promoção de ambientes saudáveis e colaborativos
• Programas de saúde mental e apoio psicológico nas empresas

A atuação dos sindicatos também é fundamental na fiscalização das condições de trabalho e na defesa de políticas que garantam dignidade e saúde aos trabalhadores.

Tratamento e busca por ajuda

Ao perceber sinais como cansaço extremo, irritabilidade constante, insônia, desânimo, dificuldade de concentração e crises de ansiedade, é fundamental buscar ajuda profissional.

O tratamento pode envolver:

• Acompanhamento psicológico
• Atendimento psiquiátrico, quando necessário
• Mudanças nas condições de trabalho
• Apoio da família, colegas e entidades sindicais

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de unidades básicas de saúde.

Saúde mental é direito do trabalhador

O debate sobre saúde mental no trabalho precisa ser cada vez mais fortalecido. Garantir condições dignas, humanas e respeitosas é fundamental para prevenir o adoecimento e promover qualidade de vida.

Mais do que uma questão individual, o adoecimento mental é reflexo de um modelo de trabalho que muitas vezes prioriza o lucro em detrimento do bem-estar humano. Por isso, a luta por ambientes saudáveis é uma pauta coletiva.