TRABALHADORES DA ESAB CRUZAM OS BRAÇOS POR UMA PLR JUSTA E QUE VALORIZE O ESFORÇO DE QUEM PRODUZ

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Os trabalhadores da ESAB deflagraram greve na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, em defesa de um acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2026) mais justo e que reconheça verdadeiramente o suor e o esforço de quem está no chão de fábrica.

A decisão foi tomada durante assembleia, quando os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa. Diante da falta de uma proposta capaz de atender às reivindicações, os metalúrgicos decidiram cruzar os braços e parar as máquinas, demonstrando unidade, disposição e força para lutar por uma parcela maior da riqueza que eles próprios produzem.

Entre as principais reivindicações está a garantia de uma PLR com piso de R$ 3.600,00, além do pagamento de no mínimo R$ 2.000,00 na primeira parcela.

A greve é conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e Região, que acompanha de perto as negociações e oferece todo o suporte necessário aos trabalhadores para fortalecer o movimento. A paralisação deverá continuar nos próximos dias, até que a empresa apresente uma proposta que possa ser efetivamente avaliada e votada pelos trabalhadores.

Para esta terça-feira, 18 de agosto, está agendada uma reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais. A expectativa é que a ESAB apresente uma contraproposta que avance de forma concreta nas negociações e seja digna de aprovação pelos trabalhadores.

QUANDO OS TRABALHADORES SE UNEM, A PRODUÇÃO PARA. E É JUSTAMENTE ESSA FORÇA COLETIVA QUE PODE FAZER A EMPRESA AVANÇAR NAS NEGOCIAÇÕES.

SINDICATO CONTRAPÕES COMUNICADO DA ESAB

O Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região reafirma que a decisão final sobre qualquer proposta negociada é sempre do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras, reunidos em assembleia.

É importante esclarecer que aceitar levar uma proposta para apreciação da assembleia não significa aprová-la, tampouco assumir o compromisso de defendê-la ou induzir os trabalhadores à sua aprovação. O papel do Sindicato é negociar, apresentar os termos da proposta e garantir que os trabalhadores tenham o direito de avaliar e decidir coletivamente.

Foi exatamente isso que ocorreu na ESAB. O Sindicato concordou em levar a proposta de PLR para apreciação dos trabalhadores, sem retirar deles o direito soberano de aceitar ou rejeitar o acordo.

O Sindicato negocia. Os trabalhadores decidem. E, quando a proposta não atende às expectativas de quem produz a riqueza, é legítimo que os trabalhadores rejeitem e lutem por uma proposta melhor.