A resistência da Marelli em cumprir uma decisão da Justiça do Trabalho teve um desfecho favorável às trabalhadoras e representa uma importante vitória do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região. Após a empresa descumprir a determinação judicial que ordenava a reintegração de duas funcionárias vítimas de prática antissindical, foi firmado um acordo que prevê o pagamento de indenização por danos morais, o equivalente a 20 meses de salários e multa pelo descumprimento da decisão judicial.
As metalúrgicas Luciene da Silva e Luciene Barbosa foram demitidas no início deste ano, durante a campanha de negociação do Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR 2026/2027), em pleno estado de greve. A dispensa das trabalhadoras foi reconhecida pela Justiça do Trabalho como prática discriminatória, que determinou a reintegração de ambas aos quadros da empresa.
‘Mesmo diante da decisão judicial, a Marelli resistiu a cumprir a determinação. Diante dessa postura, o Sindicato atuou para garantir uma solução que assegurasse a reparação dos prejuízos sofridos pelas trabalhadoras. A negociação resultou no acordo, que estabelece as compensações financeiras devidas pela empresa’, esclareceu Dr. Pietri Uber, advogado do Sindimetal.
SINDICATO É INSTRUMENTO DE DEFESA DA CLASSE TRABALHADORA
O desfecho do caso demonstra a importância da organização sindical e da atuação firme do departamento jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região na defesa dos direitos da categoria. Quando uma empresa tenta intimidar trabalhadores ou desrespeitar direitos relacionados à organização coletiva, o Sindicato se mantém na linha de frente para enfrentar os abusos e buscar justiça.
“A vitória também reforça que a prática antissindical não pode ser naturalizada no chão de fábrica. Nenhum trabalhador ou trabalhadora deve ser perseguido ou punido por participar de mobilizações coletivas e lutar por melhores salários e condições de trabalho”, disse Geraldo Valgas, presidente do Sindimetal.
A voz das trabalhadoras
Luciene da Silva: “O Sindicato foi fundamental para que nossos direitos fossem defendidos. Essa vitória mostra que não estamos sozinhas quando lutamos por justiça.”
Luciene Barbosa: “Ter o Sindicato ao nosso lado fez toda a diferença. É importante saber que existe uma entidade disposta a enfrentar a empresa e defender os trabalhadores e as trabalhadoras.”