FIEMG TRAVA NEGOCIAÇÕES E INSISTE EM REDUZIR DIREITOS DOS METALÚRGICOS E METALÚRGICAS

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A patronal segue insistindo em incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2026/2027) dos metalúrgicos de Minas cláusulas que enfraquecem os efeitos da Emenda Constitucional 141/2026, que acabou com a escala 6×1 e estabeleceu a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

A divergência na interpretação e na aplicação da nova legislação levou a negociação a um impasse. A reunião realizada nesta quinta-feira, 5 de novembro, entre a comissão de trabalhadores e a FIEMG terminou sem avanços nesse ponto.

A principal queda de braço envolve o pagamento de horas extras aos sábados. Para a representação dos trabalhadores, as horas trabalhadas nesse dia devem ser remuneradas com adicional de 100%, considerando que, a partir de 16 de dezembro, os metalúrgicos passarão a contar com dois dias de Descanso Semanal Remunerado (DSR). A FIEMG, por sua vez, insiste em reduzir o adicional para apenas 70%, numa tentativa de impor condições menos favoráveis à categoria.

Como se não bastasse, também não houve avanços nas discussões sobre as cláusulas econômicas. Mais uma vez, a patronal retarda o andamento das negociações salariais, aumentando a apreensão de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que produzem a riqueza das empresas, mas continuam esperando uma proposta econômica à altura de sua contribuição.

Diante da intransigência patronal, a resposta precisa vir da organização e da força coletiva da categoria. É hora de intensificar a mobilização, fortalecer as manifestações nas portarias das principais fábricas da região e ampliar o movimento tartaruga no chão de fábrica.

Se a FIEMG insiste em enrolar para conceder o reajuste, os trabalhadores têm o direito de intensificar a pressão. Uma nova rodada de negociações acontece dia 11 de novembro, às 10h00.