12º ENCONTRO DE MULHERES METALÚRGICAS DEBATE O COMBATE AO FEMINICÍDIO

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Mais de 250 trabalhadoras participaram do 12º Encontro de Mulheres Metalúrgicas 2026, realizado dia 28 de março, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região, que este ano debateu o combate ao feminicídio.

O sucesso do encontro, que se consolida como ferramenta de enfrentamento as desigualdades e valorização das mulheres, é resultado do ótimo trabalho realizado pela Secretaria de Mulheres do Sindimetal, coordenada pela secretária Margareth Gonçalves, com o apoio das diretoras Maria Dorvalina, Priscila Gonçalves, Adélia Alves, Roseli Viana e Lindeia Marcolino.

O evento contou com a participação das vereadoras Adriana Souza (PT) e Moara Saboia (PT), da pré-candidata a deputada federal Gleide Andrade, da advogada e conselheira da Mulher de Betim Poliana Ferreira Santos, além da diretoria do Sindicato e de várias lideranças.

Pollyanna Aguiar, delegada de Polícia e coordenadora do programa DIALOGAR e do projeto Remodelagem Organizacional da Polícia Civil de Minas Gerais fez uma brilhante apresentação de como nasce a violência contra a mulher e de como combater essa triste realidade.

“A violência contra a mulher não surge de forma isolada ou espontânea. Ela é fruto de uma construção histórica e cultural profundamente enraizada em uma sociedade patriarcal, que por séculos naturalizou a desigualdade entre homens e mulheres. Essa lógica não se sustenta apenas nas relações privadas, mas é reforçada diariamente por elementos da cultura popular. Músicas que objetificam o corpo feminino ou romantizam o controle e o ciúme excessivo, assim como filmes e produções audiovisuais que retratam a mulher como propriedade ou que banalizam agressões, contribuem para perpetuar comportamentos nocivos”, disse.

“Combater essa realidade exige uma ação coletiva e contínua. É necessário que toda a sociedade se envolva: homens e mulheres precisam questionar comportamentos, rever práticas e romper com padrões que sustentam a violência. Enfrentar esse problema é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência”, finalizou Pollyana.

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