O Dia Internacional dos Trabalhadores tem sua origem na greve operária de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, quando milhares de trabalhadores foram às ruas exigir a redução da jornada para oito horas diárias.
Mais de um século depois a luta por uma jornada de trabalho menos exaustiva segue na pauta da classe trabalhadora, agora pelo aumento do tempo de descanso.
O fim da escala 6×1 foi a principal bandeira de luta empunhada durante o 1º de maio deste ano, nos atos realizados em Contagem e Belo Horizonte.
Durante 50ª missa de São José Operário, na praça da Cemig, em Contagem, o Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem e região, através do seu presidente, Geraldo Valgas, defendeu a urgente aprovação do fim da escala 6×1.
“Não é aceitável que milhões de trabalhadores vivam apenas para trabalhar, adoecendo física e mentalmente, sem tempo para a família, para o descanso e para a própria vida. Defender o fim da escala 6×1 é defender dignidade”, disse.
Além da redução da jornada de trabalho, os movimentos sindical e social lutam contra a pejotização, o feminicídio e em defesa da democracia e da liberdade de expressão.
Em Belo horizonte, na praça Raul Soares, milhares de pessoas se reuniram em defesa das pautas trabalhistas e em solidariedade ao companheiro Zé Maria (PSTU), recentemente condenado por denunciar o massacre de Israel contra o povo palestino.
O Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadores de 2026 ficará marcado na história pelos momentos de fé, reflexão, luta e manifestações culturais.
O encerramento do ato aconteceu embaixo do viaduto Santa Tereza, com muito samba e pagode.