No dia 11 de agosto de 1934, um grupo de trabalhadores decidiu que os metalúrgicos não enfrentariam mais sozinhos a exploração e as injustiças do mundo do trabalho. Nascia o Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e Região, uma entidade que, 92 anos depois, continua sendo um dos principais instrumentos de organização e defesa da categoria.
Ao longo dessa trajetória, o Sindicato esteve presente nos momentos mais importantes da história da classe trabalhadora. Participou das grandes mobilizações das décadas de 1950 e 1960 e protagonizou a histórica Greve de Contagem, em 1968, considerada a primeira grande greve operária a desafiar a ditadura militar. A coragem daqueles trabalhadores e trabalhadoras rompeu o silêncio imposto pelo regime e inspirou novas lutas em todo o país, tornando-se um marco da resistência democrática brasileira.
Nas décadas seguintes, vieram outras batalhas decisivas: campanhas salariais, greves por melhores salários, redução da jornada, participação nos lucros, saúde e segurança, estabilidade para dirigentes sindicais, combate às demissões, defesa da aposentadoria e da democracia. Cada direito conquistado carregou a marca da mobilização coletiva.
Mas a história do Sindicato não se resume às grandes greves. Ela acontece todos os dias, dentro das fábricas e também fora delas. Está na negociação de acordos coletivos, na luta por reajustes salariais, na conquista da PLR, na fiscalização das condições de trabalho, na atuação jurídica, na defesa dos trabalhadores (a) afastados, na prevenção de acidentes, na formação de dirigentes e cipistas e no enfrentamento de qualquer tentativa de retirada de direitos.