Trabalhadores da saúde em Minas entram em greve no dia 16 de outubro

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Na reunião desta quinta-feira (26), do Comitê de Negociação Sindical, o governo mais uma vez demonstrou que a política remuneratória é uma farsa e, assim como no ano passado, anunciou – sem abrir qualquer possibilidade de efetiva negociação – que não dará NADA de reajuste salarial para o conjunto do funcionalismo em 2013.

Assim, os servidores da saúde, que aguardavam o retorno da reunião, decidiram permanecer em estado de greve, fazer assembleias setoriais e assembleia geral que marca o início da greve no dia 16 de outubro.

Manobra contábil

No bolo de recursos que seria utilizado para o reajuste, o governo mais uma vez fez uma manobra e incluiu crescimento vegetativo, ajustes nas distorções na carreira e gratificações, que são aumentos naturais e/ou advindos de outros recursos que não poderiam ser considerados reajustes.

Ficou claro que os servidores públicos nunca são priorizados, pois, dentre outros pontos ressaltados pelos sindicalistas, houve aumento da arrecadação. Além disso, o estado há muitos anos concede bilhões de reais em benefícios fiscais para grandes empresas, o gasto com pessoal está longe do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e continuam altíssimos os impostos incidentes em bens essenciais, como o ICMS na conta de luz.

Como o Sind-Saúde/MG já havia avaliado, essa “política remuneratória” sempre seria uma manobra do governo para arrochar os salários dos servidores. Por isso o Sindicato desde o início foi contra, mas o governo, como sempre, impôs a proposta mesmo sem a aceitação de alguns sindicatos. E agora está pelo segundo ano consecutivo sendo demonstrada a realidade.

O diretor do Sind-Saúde, Renato Barros lembrou que as gratificações dadas aos servidores da saúde são fruto das negociações do ano passado e são advindas de outras fontes de recursos, inclusive federais, de tal forma que não podiam ser incluídos de maneira alguma como “reajustes” de 2013.

Aposentados sempre de fora

Na proposta do governo os aposentados, que não recebem prêmio de produtividade nem gratificações, continuam esquecidos pelo governo e continuarão com seus salários congelados. O Sind-Saúde questionou esse ponto, mas o governo não respondeu.

Importante ressaltar que ao não conceder nenhum reajuste este ano, o governo diminui na prática os salários dos servidores já que nem o acumulado da inflação é repassado.

Trabalhador da saúde, contribua na mobilização em seu local de trabalho para a assembleia e a greve que começa no dia 16 de outubro. É fundamental a participação de todos neste movimento para que o governo respeite os trabalhadores.

Fonte: Sind-Saúde/MG

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