Em campanha salarial, metalúrgicos da Stola de BH rejeitam proposta da empresa

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Em assembleia com paralisação realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem, na portaria da Stola de Belo Horizonte, na manhã de hoje (05/12), os trabalhadores rejeitaram por ampla maioria, a proposta de acordo apresentada pela empresa na negociação em separado da campanha salarial. Outra assembleia acontece às 15 h, com funcionários do turno da tarde.

A proposta da empresa, rejeitada pelos funcionários, contempla uma antecipação de 6% e abono de R$ 680, 00. Os trabalhadores reafirmaram na assembleia que não abrem mão da reivindicação de reajuste nos salários de 9% e abono no valor de R$ 1.500,00.

Impasse na negociação com a Fiemg

A negociação da campanha salarial com a Fiemg está em impasse, pois a patronal insiste em só melhorar a proposta de reajuste, apresentada até agora, se a categoria aceitar a implementação do banco de horas.  Essa possibilidade está totalmente fora de cogitação, pois em assembleias realizadas em todo o Estado de Minas Gerais, os trabalhadores disseram NÃO ao Banco de Horas.

Onze reuniões e nenhuma nova proposta

Em mais uma reunião realizada no dia 28 de novembro, a Fiemg manteve inalterada a proposta de reajuste salarial e voltou a insistir na implementação do banco de horas na categoria como condição para melhorar a proposta.

Nas últimas onze reuniões de negociações a patronal não mexeu “uma vírgula sequer” na única proposta apresentada aos trabalhadores até agora, que é de reajuste de 5,9% nos salários + banco de horas. Por causa dessa postura intransigente dos patrões, a negociação continua emperrada.

Próximas reuniões

Foram agendadas para os dias 09 e 16 de dezembro de 2013, as próximas reuniões de negociação. Esperamos que os patrões parem com a chantagem e apresentem uma proposta com aumento real digno aos seus trabalhadores.

Intensificar as paralisações e greves

O caminho a seguir agora é fazer o que estão fazendo companheiros da Vallourec, Stola, Maxion, Denso, Orteng, entre outras, que nas últimas semanas perderam a paciência e pararam a produção como demonstração da sua revolta e indignação.

Os sindicatos que participam da campanha unificada definiram que nos próximos dias irão intensificar ainda mais as paralisações e greves, principalmente nas empresas em que o Sindicato sabe que são as que estão barrando o aumento real da categoria. Enquanto não tiver acordo, essas empresas não terão sossego e sua produção irá cair, podem ter certeza!

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