Criada frente parlamentar contra ataques a direitos trabalhistas e sociais

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A CUT, outras centrais, movimentos sociais e mais de 200 deputados e senadores protagonizaram a criação de um importante instrumento para combater o retrocesso nos direitos dos trabalhadores no Congresso Nacional: a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, instalada na a quarta-feira (18/05).

Numa concorrida sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que lotou três salas do Senado, a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, afirmou que a Frente Parlamentar terá “papel fundamental neste momento de risco à classe trabalhadora”, já que os ataques estão travestidos em quase uma centena projetos de lei e outras propostas em tramitação no Congresso Nacional.

“Em meus 30 anos de vida legislativa nunca vi um momento tão sombrio para a classe trabalhadora quanto o atual”, avaliou o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos, que conduziu os trabalhos. Mais de 20 parlamentares concorreram à fala durante o lançamento da Frente. Nos pronunciamentos, a repetição da análise de que a classe trabalhadora passa por um momento crítico, gerado pelo golpe articulado por Michel Temer e apoiadores da direita no Congresso, no Judiciário, na Polícia e na mídia.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, louvou a criação da Frente, mas alertou para a necessidade do trabalho do grupo misto estar associado às ações do movimento sindical e social nas ruas . “A maior vítima desse golpe de Estado (promovido no Congresso para o afastamento da presidente Dilma) é a classe trabalhadora. Esse golpe só foi praticado para retirar direitos. Só com a classe trabalhadora organizada e fazendo greves que vamos garantir nossos direitos”, disse.

Desta forma, o presidente da CUT chamou a classe trabalhadora para “cruzar os braços”, colocando como meta a “construção de uma greve geral” em repúdio à agenda de retrocessos que o governo interino golpista Temer vem trabalhando para implementar.

A Frente Parlamentar visa ampliar e fortalecer o diálogo social entre os parlamentares e a população. “Além de trabalhar contra a projetos que ataquem os direitos, o grupo pode apresentar proposições para avançar nas conquistas”, explicou Graça Costa, responsável pela apresentação da Frente.

Além da CUT e da CNM/CUT, participam da frente criada nesta quarta-feira entidades como Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas (Alal), Fórum em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização, Dieese, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), UGT, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas, CTB e CSB, Anamatra, Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Centro de Estudos Femininos e Políticas para Mulheres (Cefêmea), Movimento Humanos Direitos e Federação dos Sindicatos de Professores e Professoras de Universidades Federais, entre outras.

Fonte: CUT Nacional, com informações da CNM/CUT e da Rede Brasil Atual

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