Mais de 50 mil vão às ruas de Belo Horizonte exigir “Fora, Temer” e “Diretas, já”

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Trabalhadoras e trabalhadores de Minas Gerais continuarão nas ruas até que o golpista e ilegítimo Michel Temer seja deposto ou renuncie, sejam convocadas eleições diretas e retiradas da pauta do Congresso os ataques contra a classe trabalhadora e o povo brasileiro, representados pelas reformas da Previdência e trabalhista. Isso ficou claro no ato público que reuniu mais de 50 mil pessoas da tarde de quinta-feira (18), em Belo Horizonte, em protesto às últimas denúncias de suborno, corrupção e esquema criminoso envolvendo o presidente. Para os manifestantes, só o voto popular pode resolver essa imensa crise política, resgatar a democracia e credibilidade na principal instituição brasileira. Qualquer outra saída será golpe dentro do próprio golpe.

Os protestos prosseguirão na próxima quarta-feira (24), com o Ocupa Brasília, que contará com a participação dos movimentos sindical, sociais, populares e estudantis, que levarão a força de Minas Gerais à capital federal para barrar de vez as reformas pretendidas pelo governo e o Congresso Nacional.

A manifestação, convocada pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), demais centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, começou às 17 horas, com concentração na Praça Sete, região Central da capital mineira. A marcha, iniciada às 18 horas, seguiu a Avenida Afonso Pena, passou pela Rua da Bahia, Avenida Olegário Maciel, Mercado Central, Avenida Amazonas, retornou à Praça Sete e se encerrou na Praça da Estação, por volta das 21 horas.

A mobilização foi motivada pela delação à Procuradoria Geral da República (PGR) feita pelos empresários da JBS, Joesley e Wesley Batista. Joesley gravou Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em todo o trajeto, os manifestantes entoaram gritos de “fora Temer” e pediram “diretas já”. Ocupantes de motos, carros e ônibus que passavam pelas vias e pessoas que estavam em prédios também apoiaram o ato.

O ato unificado deu sequência e fortaleceu inda mais a unidade dos movimentos sindical e sociais que, ao longo dos últimos meses, têm feito uma série de ações conjuntas para denunciar os ataques que vêm sendo praticados contra a classe trabalhadora e a sociedade brasileira. Foi assim, por exemplo, no Dia Nacional de Mobilização e Luta, em 15 de março, e na grande greve geral do dia 28 de abril que paralisou o Estado e levou milhares de pessoas às ruas, com concentrações nas praças da Estação e Sete, mesmo debaixo de chuva, e culminou em ato unificado na Praça Sete.

Fonte: CUTMG

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