Belém faz vigília hoje (31), contra violência no campo

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O Comitê Paraense de Combate à Violência no Campo promove nesta quarta-feira (31), às 17 horas, em Belém, uma grande vigília em frente ao Palácio dos Despachos do Governo do Estado e na sede do Tribunal de Justiça do Estado (TJE-PA), localizados na avenida Almirante Barroso.

O ato é para cobrar providências e responsabilizá-los o governo e a Justiça do Estado pela explosão de assassinatos e perseguições de trabalhadores e trabalhadoras rurais que lutam por reforma agrária no Pará e na Amazônia.

A vigília também vai marcar a passagem do 7º dia do massacre de 10 agricultores no município de Pau D’arco, no Sudeste paraense, a quase 700 quilômetros da Capital. “É uma forma de mostrar que estamos vigilantes e exigimos justiça”, observou Ulisses Manaças, liderança nacional do MST. Outras vigílias e atos devem ocorrer, ao mesmo tempo, em outras cidades do Estado, como Santarém, Marabá, Altamira e Parauapebas.

Além das vigílias, outras ações serão desenvolvidas nos próximos dias. Ontem (29), ocorreu a primeira reunião do Comitê de Combate à Violência no Campo após o massacre da fazenda Santa Lúcia. A ideia é continuar denunciando para o Brasil e o mundo a grave situação da escalada de violações dos direitos humanos contra os lutadores e lutadoras do campo e seus defensores.

Por isso, outra decisão tomada foi a realização, no dia 19 de junho, em Belém, de um grande seminário, no auditório do Sindicato dos Bancários, seguido de um ato público, ambos de caráter nacional, com a presença de personalidades políticas, artistas, intelectuais, religiosos e militantes dos Direitos Humanos.

Os integrantes do comitê ainda prometem intensificar o pedido de federalização das investigações para garantir a segurança e a isenção necessária para a elucidação dos assassinatos. Com a federalização, a competência de investigar e julgar os crimes passa a ser responsabilidade para a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal.

Outra postura que será adotada é enfrentar a guerra de comunicação e disputar a narrativa dos acontecimentos nas mídias sociais e alternativas para fazer frente a alguns parlamentares, comunicadores e grupos de policiais que estão incentivando a violência e criminalizando os trabalhadores assassinados.

Foto: Dinho Santos
Fonte: CUT

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