Lançamento da Campanha Salarial Unificada 2017 dos metalúrgicos de Minas

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Com o lema Em defesa da democracia. Nenhum direito a menos, no dia 31 de julho (segunda-feira), aconteceu o ato unificado de lançamento da Campanha Salarial 2017. O presidente do Sindimetal BH/Contagem, Geraldo Valgas, juntamente com representantes da FEM/CUT-MG, Fitmetal e Femetal, entregou a pauta de reivindicações dos metalúrgicos de Minas Gerais na FIEMG.

Várias atividades foram programadas com a participação de dirigentes da CUT/MG, demais centrais, Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), federações, sindicatos de todo o Estado e trabalhadores. Os metalúrgicos realizaram manifestação em frente à sede da Fiemg com a entrega da pauta.

Os representantes dos trabalhadores disseram que esperam o bom senso durante as negociações, pois a pauta é justa e consideram que um acordo bom é aquele que é bom para ambas as partes, ou seja, patrões e empregados.

Todos acreditam que, com a atual situação do Brasil e com a reforma trabalhista sancionada, as negociações não serão fáceis, mas confiam que no final um acordo satisfatório será firmado.

Entre as principais cláusulas econômicas estão a reposição da inflação acumulada (INPC) mais aumento real, abono salarial e extinção de uma faixa de piso salarial.

A data da primeira rodada de negociação ainda não foi acertada, pois os patrões falaram que vão avaliar a pauta apresentada para depois agendarem uma reunião na qual, provavelmente, deverão apresentar a primeira contraproposta.

Entrega da pauta na Fiemg marca início das negociações

A entrega da pauta aos patrões foi o pontapé inicial para as negociações da campanha salarial deste ano. Nos próximos dias será elaborado um calendário de reuniões para se tentar chegar em um acordo até a data-base da categoria que é 1º de outubro.

O dia começou cedo, com atividades nas portarias das fábricas da categoria em Contagem, com dirigentes informando aos trabalhadores os principais pontos da pauta de reivindicações.

Às 9h, na sede do Sindicato, aconteceu um debate sobre a reforma da previdência e a reforma trabalhista com o economista especialista em previdência, José Prata Araújo e o técnico do Dieese, Frederico Melo. Com a participação de dirigentes sindicais das centrais, sindicatos do Estado e trabalhadores, o encontro teve o objetivo de colocar mais uma vez em pauta, as mudanças nas leis trabalhistas e seus impactos, principalmente nas negociações da campanha salarial e as principais mudanças para a aposentadoria que a reforma da previdência trará se também for aprovada.

Este ano, com a crise atual e a nova legislação trabalhista, as negociações serão mais difíceis ainda, portanto é importante que os trabalhadores se organizem e construam a mobilização no interior da fábrica. Para enfrentar esta reforma e conquistar a vitória nesta campanha salarial, devemos começar a luta com força total.

O papel do Sindicato é organizar e orientar a categoria. Já o papel dos trabalhadores, que é o de participar da luta e apoiar o Sindicato, é o mais importante para definir o rumo da campanha salarial.

Precisamos defender nossos direitos

Para o presidente do Sindimetal BH/Contagem, Geraldo Valgas, este ano a campanha salarial será mais difícil, não só por causa da crise econômica e política que afeta o país, mas principalmente por causa da aprovação da reforma trabalhista que destruiu a CLT e retirou avanços conquistados nas últimas décadas, provocando um retrocessos para a classe trabalhadora brasileira.  “Temos que nos adaptar a esta nova realidade e não permitir que nossos direitos fiquem a mercê de uma legislação totalmente à favor dos patrões. A Convenção Coletiva é nossa garantia para preservarmos e restaurarmos nossa conquistas. Se não houver participação dos trabalhadores nas lutas convocadas pelos movimentos sociais e pelo nosso Sindicato, os patrões vão vencer essa batalha. Portanto companheiros é importante que vocês participem ativamente da campanha salarial, pois neste momento, só com unidade e luta é que conseguiremos um acordo justo”, concluiu.

Algumas reivindicações:

– Reajuste salarial com o índice do INPC acumulado de
setembro de 2016 à outubro/2017 + 3% aumento real

– Piso salarial com valor atualizado e com uma faixa a menos:
Até 400 empregados = R$ 1.177,66
De 401 até 1.000 empregados =, R$ 1.259,28
Mais de 1.000 empregados = R$ 1.557,78

– Abono de um salário nominal a ser pago juntamente com os salários de fevereiro de 2018

– Redução da jornada para 40 horas semanais

– Horas extras:
Acréscimo de 65% com relação hora normal
Acréscimo de 75% com relação hora trabalhada aos sábados
Acréscimo de 85% acima do limete de 40h mensais

– As contratações para home office, sobreaviso, trabalho intermitente ou teletrabalho, serão reguladas pela CCT

– Homologação nos sindicatos

– Trabalho da gestante em condição insalubre ou perigosa dependerá de autorização prévia do médico responsável pelo pré-natal.

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