Campanha salarial unificada 2017 dos metalúrgicos de Minas

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Com a aprovação da reforma trabalhista que o governo golpista permitiu e que retira todos os direitos importantes da classe trabalhadora, já esperávamos que patrões se aproveitassem dela e fizessem uma proposta ruim na primeira rodada de negociação. Além de propor apenas 1% de aumento, eles ainda querem impor antecipadamente aos trabalhadores e trabalhadoras a Reforma Trabalhista. Veja alguns pontos da proposta da FIEMG:

Compensação de jornada
Sempre foi um problema ter banco de horas na Convenção Coletiva dos Trabalhadores (CCT), porém este ano, com a reforma trabalhista que permite às empresa negociarem diretamente com cada funcionário, é melhor que haja uma cláusula que regule a compensação de jornada em nossa CCT para toda categoria. No entanto, a FIEMG também compreendeu isto e propõe o banco de horas somente até dia 10 de novembro, pois a partir do dia 11 a reforma entra em vigência e os patrões não precisarão mais negociar com o Sindicato e sim individualmente.

Feriados
Os patrões também querem a troca do dia de feriado por um outro dia, acabando assim com o feriadão, ou seja, o funcionário trabalha no feriado e tira folga um dia qualquer que a empresa escolher.

Férias
Eles insistem que as férias seja dividida em três vezes e consequentemente seu pagamento também será dividido em três vezes.

Homologação
Com relação a homologação, a patronal também quer seguir as regras da reforma trabalhista, ou seja, que ela seja feita na empresa. Portanto, se houver erro nos cálculos, por exemplo, o trabalhador terá que recorrer a justiça que não será mais gratuíta.

Companheirada, como vocês podem perceber, a Reforma Trabalhista, mesmo ainda sem estar em vigor, já está causando impacto nas negociações deste ano e na vida de todos trabalhadores. A FIEMG quer colocar novas cláusula na CCT e retirar outras. Estamos vendo os males que a reforma traz para categoria deixando a patronal com a faca e o queijo na mão.

Nossa campanha salarial já é difícil, pois além da crise econômica que estamos atravessando, temos esta Reforma que retirou direitos históricos da classe trabalhadora brasileira.

É importante destacar e lembrar que os direitos que estamos prestes a perder, deve-se ao golpista Michel Temer e seu governo. FORA TEMER!

Novas rodadas de negociação estão marcadas para os dias 15, 21 e 18 de setembro. Vamos ficar atentos, nos mobilizar e participar dessa luta. Só com união é que mostraremos nossa força. A participação de todos e todas é fundamental para definirmos o rumo das negociações.

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