O país está vivendo um momento histórico para a classe trabalhadora. Tramita no Congresso Nacional, em regime de urgência, o Projeto de Lei 1087/2025, que isenta do imposto de renda quem recebe até R$ 5 mil por mês, beneficiando com a redução da carga tributária quem tem renda de mais de R$ 7 mil, e aumenta a contribuição dos chamados super-ricos, aqueles com rendas mensais a partir de R$ 50 mil. A proposta, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é considerada um marco histórico pela CUT, que agora convoca os trabalhadores e trabalhadoras a se mobilizarem para garantir a aprovação do projeto.
Para isso, a CUT lançou a campanha nacional de pressão sobre o Congresso por meio da plataforma Na Pressão, ferramenta digital exclusiva da Central que permite enviar mensagens diretas a parlamentares pelas redes sociais, WhatsApp ou e-mail. A iniciativa tem a função de transformar o apoio popular em força política, garantindo que deputados e deputadas, senadores e senadoras, votem a favor do projeto.
Portanto, é hora de a classe trabalhadora ocupar todos os espaços de luta sejam digitais ou presenciais. Com a ferramenta Na Pressão é possível cobrar diretamente de quem tem o poder para decidir o futuro do imposto de renda no Brasil. A justiça tributária depende de engajamento popular.
A disputa no Congresso e a atuação do Centrão
Apesar do caráter social do projeto, setores da direita e do Centrão tentam bloquear a votação das medidas de compensação fiscal que acompanham a proposta. Para equilibrar as contas públicas, o governo prevê a taxação de lucros e dividendos de acionistas que recebem acima de R$ 50 mil por empresa, com alíquota progressiva até 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão.
Sem essa contrapartida, a renúncia tributária pode alcançar R$ 100 bilhões até 2028, criando uma “bomba fiscal”. A estratégia da oposição, segundo apuração dos maiores veiculos da imprensa, é enfraquecer a aprovação popular de Lula ao provocar desequilíbrio nas contas públicas.
Por que taxar os ricos é essencial
Atualmente, o sistema tributário brasileiro penaliza a classe trabalhadora e beneficia os mais ricos. Enquanto os 50% mais pobres concentram apenas 14,4% da riqueza, os 10% mais ricos detêm 51,5%. Ainda assim, esses últimos foram responsáveis por 41,6% das deduções em 2022.
Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que um trabalhador que ganha R$ 5 mil paga cerca de 9,57% da sua renda em tributos, enquanto pessoas com rendimentos muito superiores não chegam a 2,5%.